4ª Circular do ENG
O XV Encontro Nacional de Geógrafos será realizado em São Paulo, de 20 a 26 de julho de 2008. O evento ocorrerá principalmente na USP, com exceção da Abertura e Encerramento, que serão no ginásio Baby Barioni, na Barra Funda. O tema do encontro é "O Espaço não pára: por uma AGB em Movimento". Confira mais informações no link abaixo:
A AGB São Paulo informa que o local da 1ª Reunião Geral de Construção - XV ENG foi alterado.
Será na APROPUC (Associação dos Professores da PUC).
Rua: Bartira, 407 (próximo à PUC)
15 de Setembro, às 10h
Mais informações: 3091-3758, das 15 às 21h
Programação:
PROGRAMAÇÃO:
10h - Apresentação
10h30 - Diálogo sobre a Associação dos Geógrafos Brasileiros
(AGB) e sobre o XV Encontro Nacional de
Geógrafos (ENG)
12h - Lanche coletivo e confraternização
13h - Exibição do filme “Encantando Orlando”,
documentário sobre o geógrafo Orlando Valverde
14h - Estrutura e organização do encontro
15h - Formação das comissões do XV ENG
A AGB-São Paulo iniciou um longo e ambicioso projeto de digitalizar sua principal publicação: o Boletim Paulista de Geografia. A primeira tentativa se deu com o BPG 70 (1991), esgotado no formato não digital. Agora, estamos disponibilizando outra publicação, o BPG 84, sobre Trabalho de Campo, em um arquivo PDF, que qualquer um pode fazer o download, salvar, imprimir e fazer o uso que precisar. Esperamos que seja a primeira publicação eletrônica de muitas. Qualquer informação, é só entrar em contato através deste site ou pelo e-mail agbsaopaulo@yahoo.com.br.
Informativo da Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção São Paulo -
Publicação trimestral enviadas aos sócios da Associação.
Atualmente o informativo está no número 93 relativo ao primeiro trimestre de 2008.
Dos Mundos
Deus criou este mundo
O Homem, todavia, entrou a desconfiar,
cogitando...
Decerto não gostou muito do que via...
E foi logo inventando um outro mundo.
Mário Quintana
Informa:
Dr. Carlos Walter Porto-Gonçalves (1)
Houve uma época no Brasil em que se dizia que a questão social era uma questão de polícia. Ainda hoje não são poucos os que ainda pensam assim, vendo em cada conflito social uma ameaça à ordem constituída e vendo na polícia a sua solução. Ou, pior ainda, existem aqueles que não vendo como controlar os dissidentes ainda sonham com os generais. Sabemos que são profundas as raízes autoritárias na sociedade brasileira, raízes essas que remontam ao período colonial onde cada fidalgo que recebia a doação de terras estava investido de uma prerrogativa militar de efetivar, pelo sucesso da sua atividade econômica, o domínio territorial para Portugal. Os portugueses sabiam que a conquista do território não podia ser feita com recursos públicos e para garantir a ocupação fez concessões aos senhores de cabedal, entenda-se de capital, que quisessem enriquecer na terra brasilis. Muitos se tornaram então, brasileiros, isto é, aqueles que vivem de explorar o Brasil(2). Somente uma visão da história com um forte viés economicista deixou de ver que o objetivo de conquistar o território era o que comandava as concessões de terras. Quando se fez o primeiro ordenamento territorial nessas terras dividindo-o em Capitanias Hereditárias, já ali estava inscrito o duplo caráter militar e econômico. Afinal, capitania é coisa de capitão. Além disso, acrescente-se, só os filhos de alguém, ou seja, os fidalgos (3) é que recebiam as doações de terras e, assim, desde o início, o poder público se tornava algo privado. Isso hoje tem o nome pomposo de parceria, privatização e flexibilização, mas na verdade trata-se de uma prática tradicional e, mais que isso, conservadora. No Brasil estas práticas estão na raiz daquilo que se chama “lógica do favor” que é a negação da “lógica do direito”.
Texto publicado no nº 2 da revista Internacional Situacionista em dezembro de 1958.
É o texto Teoria da Deriva do Guy Debord traduzido para o português por um coletivo chamado Gunh Anopetil. É uma contribuição já que é muito pouca a quantidade de materiais situacionistas em português.
Entre os diversos procedimentos situacionistas, a deriva se apresenta como uma técnica ininterrupta através de diversos ambientes. O conceito de deriva está ligado indissoluvelmente ao reconhecimento de efeitos da natureza psicogeográfica, e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que se opõe em todos os aspectos às noções clássicas de viagem e passeio.
Uma ou várias pessoas que se lançam à deriva renunciam, durante um tempo mais ou menos longo, os motivos para deslocar-se ou atuar normalmente em suas relações, trabalhos e entretenimentos próprios de si, para deixar-se levar pelas solicitações do terreno e os encontros que a ele corresponde. A parte aleatória é menos determinante do que se crê: no ponto de vista da deriva, existe um relevo psicogeográfico nas cidades, com correntes constantes, pontos fixos e multidões que fazem de difícil acesso à saída de certas zonas.
Não foi o tremor de terra – mas pobreza e desigualdade – o fator que determinou a morte de 5 mil pessoas, após o terremoto em Java. Para assegurar o direito à vida, em situações como esta, há uma alternativa muito concreta
Cimento dos pobres. Este é o nome que se dá, na Região Especial de Yogyakarta, ilha de Java, à argamassa usada para erguer a maior parte das construções. A mistura é rica em areia – abundante e grátis, na ilha – mas raquítica em cimento. Seria uma temeridade, em qualquer parte, viver entre paredes construídas com esse material. Pior na Indonésia, um dos pontos do planeta em que repercute com mais força, na forma de terremotos e erupções vulcânicas, o choque colossal entre duas das grandes placas tectônicas do planeta: a Indo-australiana e a Eurasiana.
